João Pedro Rodrigues filma drama intimista
O cinema português está de volta às salas com a estreia de "Morrer como um Homem", de João Pedro Rodrigues. João Lopes comenta as novidades, incluindo ainda o francês "O Dia da Saia" e o americano "O Solista". Na área do DVD, os destaques vêm da música: "Gimme Shelter", filme/concerto com os Rolling Stones, e a antologia "Madonna Celebration".
SIC
João Pedro Rodrigues continua a filmar histórias marcadas pelas questões mais íntimas da identidade humana: "Morrer como um Homem" é o drama de um homem (interpretado por Fernando Santos) que quer ser mulher, drama vivido com um misto de crueldade e humor. É, além do mais, a confirmação da coerência temática e estética do cineasta que já assinara as longas-metragens "O Fantasma" (2000) e "Odete" (2005).
De França chega-nos um filme que não pode deixar de ser posto em paralelo com "A Turma" (2008), de Laurent Cantet: "O Dia da Saia", de Jean-Paul Lilienfeld, é um drama social que coloca em cena uma situação de violência entre uma professora e os seus alunos. O filme marca o regresso aos ecrãs de Isabelle Adjani.
"O Solista", de Joe Wright, parte de um curioso caso humano: a relação de amizade entre um jornalista e um sem-abrigo, de Los Angeles, que revela um invulgar talento para tocar violino. É uma história verídica protagonizada por Robert Downey Jr. e Jamie Foxx.
No DVD, o primeiro destaque permite-nos reencontrar a digressão de 1969 dos Rolling Stones, acontecimento espectacular, mas também trágico (num dos concertos foi morto uma espectador). Com realização dos irmãos Maysles (Albert e David), em colaboração com Charlotte Zwerin, é uma referência clássica do documentarismo musical.
Ainda musical, mas no domínio dos telediscos, é o DVD "Madonna Celebration", editado em paralelo com a antologia de canções com o mesmo título. A importância da edição resulta, desde logo, da sua dimensão: Madonna reuniu nada mais nada menos que 47 telediscos produzidos ao longo de mais de um quarto de século, reflectindo a agilidade e a inteligência com que tem sabido usar os "videoclips", não apenas como ilustrações das canções, mas sobretudo como verdadeiras recriações visuais, por vezes contando pequenas histórias. Além do mais, esta antologia em dois discos reflecte as ligações criativas de Madonna com grandes profissionais do audiovisual, em particular do cinema. Por aqui passam, nomeadamente, telediscos assinados por realizadores como Mark Romanek, David Fincher e Luc Besson.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
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