segunda-feira, 31 de agosto de 2009
MOTELx: Terceira edição aterroriza Lisboa
Pela terceira vez, o Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa instala-se no cinema São Jorge para dedicar cinco dias ao género. Os primórdios do terror português e dois cineastas de culto dos anos 80 são alguns dos destaques do certame. O SAPO falou com um dos programadores para saber o que se vai passar por lá.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Cartaz, 27 de Agosto de 2009
O espectacular regresso de Quentin Tarantino
O cineasta de “Pulp Fiction” e “Jackie Brown” está de volta com um originalíssimo filme de guerra: “Sacanas sem Lei”. Esta é também a semana de estreia de mais uma animação do mestre japonês Hayao Miyazaki. João Lopes comenta as novidades, destacando, na área do DVD, o lançamento de “Corpo e Alma”, um clássico sobre o boxe com data de 1947.
SIC
“Sacanas sem Lei” (no original: “Inglourious Basterds”) é a espectacular e insólita visão da Segunda Guerra Mundial com assinatura de Quentin Tarantino.
Trata-se de um trabalho eminentemente pessoal em que o realizador de “Pulp Fiction” volta a desafiar e reinventar as regras do espectáculo. Além do mais, o filme apresenta um elenco de luxo, liderado por Brad Pitt, e incluindo Mélanie Laurent e Christoph Waltz (prémio de melhor actor no Festival de Cannes).
Entretanto, Hayao Miyazaki mantém-se fiel à tradição dos desenhos animados manuais. O seu novo filme, “Ponyo à Beira-Mar” é uma fábula concebida de acordo com as regras clássicas da animação, contando a história de um pequeno peixe dourado (aliás, uma princesa do mar) que se quer tornar um ser humano.
No DVD, o destaque vai para mais um clássico que aborda o mundo do boxe. Chama-se “Corpo e Alma” (“Body and Soul”) e tem data de produção de 1947. Com John Garfield no papel de um pugilista que se confronta com os mecanismos de corrupção dos bastidores do desporto, este é, além do mais, um filme simbólico do género, quanto mais não seja porque serviu de inspiração a “Touro Enraivecido” (1980), de Martin Scorsese.
Por tudo isso, trata-se também de uma excelente oportunidade para redescobrir o trabalho do mestre clássico Robert Rossen (1908-1966), autor, por exemplo, de “A Vida É um Jogo” (1961) e Lilith e o seu Destino” (1964).
Ainda em DVD, podemos rever um belo melodrama que passou algo despercebido no momento da sua estreia: “No Mundo das Mulheres” (2007), de Jonathan Kasdan (filho de Lawrence Kasdan), com Adam Brody, Kristen Stewart e Meg Ryan.
O cineasta de “Pulp Fiction” e “Jackie Brown” está de volta com um originalíssimo filme de guerra: “Sacanas sem Lei”. Esta é também a semana de estreia de mais uma animação do mestre japonês Hayao Miyazaki. João Lopes comenta as novidades, destacando, na área do DVD, o lançamento de “Corpo e Alma”, um clássico sobre o boxe com data de 1947.
SIC
“Sacanas sem Lei” (no original: “Inglourious Basterds”) é a espectacular e insólita visão da Segunda Guerra Mundial com assinatura de Quentin Tarantino.
Trata-se de um trabalho eminentemente pessoal em que o realizador de “Pulp Fiction” volta a desafiar e reinventar as regras do espectáculo. Além do mais, o filme apresenta um elenco de luxo, liderado por Brad Pitt, e incluindo Mélanie Laurent e Christoph Waltz (prémio de melhor actor no Festival de Cannes).
Entretanto, Hayao Miyazaki mantém-se fiel à tradição dos desenhos animados manuais. O seu novo filme, “Ponyo à Beira-Mar” é uma fábula concebida de acordo com as regras clássicas da animação, contando a história de um pequeno peixe dourado (aliás, uma princesa do mar) que se quer tornar um ser humano.
No DVD, o destaque vai para mais um clássico que aborda o mundo do boxe. Chama-se “Corpo e Alma” (“Body and Soul”) e tem data de produção de 1947. Com John Garfield no papel de um pugilista que se confronta com os mecanismos de corrupção dos bastidores do desporto, este é, além do mais, um filme simbólico do género, quanto mais não seja porque serviu de inspiração a “Touro Enraivecido” (1980), de Martin Scorsese.
Por tudo isso, trata-se também de uma excelente oportunidade para redescobrir o trabalho do mestre clássico Robert Rossen (1908-1966), autor, por exemplo, de “A Vida É um Jogo” (1961) e Lilith e o seu Destino” (1964).
Ainda em DVD, podemos rever um belo melodrama que passou algo despercebido no momento da sua estreia: “No Mundo das Mulheres” (2007), de Jonathan Kasdan (filho de Lawrence Kasdan), com Adam Brody, Kristen Stewart e Meg Ryan.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Cartaz, 20 de Agosto de 2009
Hollywood regressa às comédias românticas
"ABC da Sedução" é uma estreia que ilustra o retorno das comédias românticas à actual produção "made in USA". João Lopes comenta as novidades, destacando, em DVD, os lançamentos de "O Complexo de Baader Meinhof", do alemão Uli Edel, e "A Semente do Ódio" (1945), título clássico do francês Jean Renoir realizado durante o seu período americano.
SIC
Gerard Butler e Katherine Heigl são os protagonistas de "ABC da Sedução", uma realização de Robert Luketic sobre as desavenças de um par que trabalha em televisão. É, além do mais, a prova de que alguma produção de Hollywood está a tentar recuperar os valores tradicionais da comédia romântica.
Charlie Kaufman, argumentista de filmes como "Queres Ser John Malkovich?" e "O Despertar da Mente" estreia-se na realização com "Sinédoque, Nova Iorque", retrato íntimo de um encenador teatral (Philip Seymour Hoffman) assombrado pelas mulheres da sua vida. Esteve na competição de Cannes 2008.
Do cinema português, surge "4 Copas", uma realização de Manuel Mozos que aposta em abordar uma teia de relações tendo por pano de fundo um bairro de Lisboa. No elenco, destacam-se os nomes de Margarida Marinho, Rita Martins, Filipe Duarte e João Lagarto.
No DVD, uma das novidades da semana é o título nomeado, pela Alemanha, para o Óscar de melhor filme estrangeiro referente ao ano de 2008: "O Complexo de Baader Meinhof" é uma realização de Uli Edel que, a partir de um livro de investigação histórica de Stefan Aust (que foi chefe de redacção da revista "Der Spielgel"), aborda a actividade do grupo terrorista "Baader Meinhof" e, através dele, as convulsões políticas na Alemanha da década de 70. A edição é especialmente rica, incluindo nos seus extras duas entrevistas, uma com Aust, outra com Bernd Eichinger, argumentista e produtor do filme.
Ainda em DVD, podemos descobrir mais um clássico: "A Semente do Ódio" (título original: "The Southerner"). Produzido em 1945, trata-se de um dos títulos assinados pelo francês Jean Renoir durante o período em que viveu e trabalhou nos EUA.
"ABC da Sedução" é uma estreia que ilustra o retorno das comédias românticas à actual produção "made in USA". João Lopes comenta as novidades, destacando, em DVD, os lançamentos de "O Complexo de Baader Meinhof", do alemão Uli Edel, e "A Semente do Ódio" (1945), título clássico do francês Jean Renoir realizado durante o seu período americano.
SIC
Gerard Butler e Katherine Heigl são os protagonistas de "ABC da Sedução", uma realização de Robert Luketic sobre as desavenças de um par que trabalha em televisão. É, além do mais, a prova de que alguma produção de Hollywood está a tentar recuperar os valores tradicionais da comédia romântica.
Charlie Kaufman, argumentista de filmes como "Queres Ser John Malkovich?" e "O Despertar da Mente" estreia-se na realização com "Sinédoque, Nova Iorque", retrato íntimo de um encenador teatral (Philip Seymour Hoffman) assombrado pelas mulheres da sua vida. Esteve na competição de Cannes 2008.
Do cinema português, surge "4 Copas", uma realização de Manuel Mozos que aposta em abordar uma teia de relações tendo por pano de fundo um bairro de Lisboa. No elenco, destacam-se os nomes de Margarida Marinho, Rita Martins, Filipe Duarte e João Lagarto.
No DVD, uma das novidades da semana é o título nomeado, pela Alemanha, para o Óscar de melhor filme estrangeiro referente ao ano de 2008: "O Complexo de Baader Meinhof" é uma realização de Uli Edel que, a partir de um livro de investigação histórica de Stefan Aust (que foi chefe de redacção da revista "Der Spielgel"), aborda a actividade do grupo terrorista "Baader Meinhof" e, através dele, as convulsões políticas na Alemanha da década de 70. A edição é especialmente rica, incluindo nos seus extras duas entrevistas, uma com Aust, outra com Bernd Eichinger, argumentista e produtor do filme.
Ainda em DVD, podemos descobrir mais um clássico: "A Semente do Ódio" (título original: "The Southerner"). Produzido em 1945, trata-se de um dos títulos assinados pelo francês Jean Renoir durante o período em que viveu e trabalhou nos EUA.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Miguelanzo Prado cria narrativa poética em "De profundis"
O filme "De profundis", animação que recorre apenas a imagem e música e que se estreia hoje em Portugal, assinala a estreia do autor de banda desenhada galego Miguelanxo Prado na realização. "De profundis" estará em exibição em apenas dois cinemas de Lisboa e será antecedido da curta-metragem "A maior flor do mundo", do espanhol Juan Pablo Etcheverry.
Miguelanxo Prado está por estes dias em Lisboa para a estreia do filme e para contacto com o público e sessão de autógrafos, no sábado na FNAC Colombo.
Em Lisboa estará também o músico Nani Garcia, autor da banda sonora de "De profundis". As suas composições foram interpretadas no filme pela Orquestra Sinfónica da Galiza.
Co-produzido por Portugal e Espanha, "De Profundis" conta uma história de amor, entre o sonho e a realidade, de um pintor, que se aventura num barco de pescadores para melhor retratar o habitat marinho, e de uma violoncelista que habita uma casa no meio da água.
O filme escapa aos parâmetros do cinema de animação mais convencional. É feito a partir dez mil imagens originais, entre acrílicos e desenhos, que se sucedem como uma "banda desenhada animada, uma associação de vinhetas", disse o autor em entrevista à Lusa quando aqueles desenhos foram compilados em álbum em finais de 2008.
Cinco anos de trabalho
O livro, também intitulado "De profundis", reproduz em papel a narrativa poética do filme e foi editado pela Asa.
"De Profundis", premiado com um Goya de melhor filme de animação, demorou cinco anos a concretizar, um trabalho "muito longo e intenso" que Miguelanxo Prado disse que tinha que experimentar, embora a banda desenhada seja para si a arte suprema.
"Há uma conclusão clara depois de todas as linguagens que utilizei: a banda desenhada é aquela que eu acho mais potente e onde tenho maior satisfação com a criatividade. A combinação é quase perfeita", disse.
Miguelanxo Prado, 51 anos, é um dos mais conhecidos autores espanhóis de banda desenhada e tem grande parte da sua obra publicada em Portugal, como os volumes humorísticos "Quotidiano Delirante", os poéticos "Traço de giz" e "Tangências", a adaptação "Pedro e o lobo" e o futurista "Fragmentos da enciclopédia délfica".
Já "A maior flor do mundo", do galego Juan Pablo Etcheverry, é uma adaptação de um conto de José Saramago.
Com recurso à plasticina, o filme tem dez minutos de duração e narração do próprio José Saramago, que aparece retratado no filme. A música é de Emilio Aragón e foi interpretada pela Orquesta Sinfónica de Tenerife.
"A maior flor do mundo", cujo conto original está editado em Portugal com ilustraçãoes de João Caetano, foi já exibido no Fantasporto e no IndieLisboa e premiada nos Estados Unidos e Espanha.
Miguelanxo Prado está por estes dias em Lisboa para a estreia do filme e para contacto com o público e sessão de autógrafos, no sábado na FNAC Colombo.
Em Lisboa estará também o músico Nani Garcia, autor da banda sonora de "De profundis". As suas composições foram interpretadas no filme pela Orquestra Sinfónica da Galiza.
Co-produzido por Portugal e Espanha, "De Profundis" conta uma história de amor, entre o sonho e a realidade, de um pintor, que se aventura num barco de pescadores para melhor retratar o habitat marinho, e de uma violoncelista que habita uma casa no meio da água.
O filme escapa aos parâmetros do cinema de animação mais convencional. É feito a partir dez mil imagens originais, entre acrílicos e desenhos, que se sucedem como uma "banda desenhada animada, uma associação de vinhetas", disse o autor em entrevista à Lusa quando aqueles desenhos foram compilados em álbum em finais de 2008.
Cinco anos de trabalho
O livro, também intitulado "De profundis", reproduz em papel a narrativa poética do filme e foi editado pela Asa.
"De Profundis", premiado com um Goya de melhor filme de animação, demorou cinco anos a concretizar, um trabalho "muito longo e intenso" que Miguelanxo Prado disse que tinha que experimentar, embora a banda desenhada seja para si a arte suprema.
"Há uma conclusão clara depois de todas as linguagens que utilizei: a banda desenhada é aquela que eu acho mais potente e onde tenho maior satisfação com a criatividade. A combinação é quase perfeita", disse.
Miguelanxo Prado, 51 anos, é um dos mais conhecidos autores espanhóis de banda desenhada e tem grande parte da sua obra publicada em Portugal, como os volumes humorísticos "Quotidiano Delirante", os poéticos "Traço de giz" e "Tangências", a adaptação "Pedro e o lobo" e o futurista "Fragmentos da enciclopédia délfica".
Já "A maior flor do mundo", do galego Juan Pablo Etcheverry, é uma adaptação de um conto de José Saramago.
Com recurso à plasticina, o filme tem dez minutos de duração e narração do próprio José Saramago, que aparece retratado no filme. A música é de Emilio Aragón e foi interpretada pela Orquesta Sinfónica de Tenerife.
"A maior flor do mundo", cujo conto original está editado em Portugal com ilustraçãoes de João Caetano, foi já exibido no Fantasporto e no IndieLisboa e premiada nos Estados Unidos e Espanha.
Cartaz, 13 de Agosto de 2009
Aventuras de uma casa voadora, por João Lopes
A animação digital dos estúdios Pixar está de volta com “Up/Altamente”, na mesma semana em que estreia o drama alemão “Nunca É Tarde Demais para Amar”. João Lopes comenta as estreias, destacando também alguns lançamentos em DVD, incluindo o clássico “Nobreza de Campeão”, de Robert Wise.
SIC
Em “Up/Altamente”, o herói é um simpático velhinho cuja casa voa... com balões! É mais uma aventura com a chancela dos estúdios Pixar, apostando na conjugação dos desenhos animados com as três dimensões. A realização é de Pete Docter que, em 2001, já tinha assinado a longa-metragem “Monstros & Cª.”.
Revelação inesperada no Verão cinematográfico é “Nunca É Tarde Demais para Amar”, produção alemã realizada por Andreas Dresen. Trata-se de um melodrama sobre um triângulo amoroso (um casal e um outro homem por quem a mulher se apaixona) em que as personagens principais têm todas mais de 60 ou mesmo de 70 anos.
No DVD, surgiu “Um Dia de Cada Vez”, uma produção de 2008 que volta a ilustrar o olhar realista do cineasta Mike Leigh. Desta vez, a partir do dia a dia de uma professora primária, Leigh faz um filme que não é alheio a algumas regras do género cómico. Destaque para Sally Hawkins, no papel principal.
Entretanto, continua a crescer a zona de clássicos em DVD. Desta vez, podemos redescobrir uma obra produzida em 1949, abordando, em tom de filme negro, os bastidores do mundo do boxe. Chama-se no original “The Set-Up”, tem assinatura de Robert Wise e o título português “Nobreza de Campeão”. Para além da metódica análise de um universo marcado por muitas formas de manipulação, este é também um exemplo das qualidades de alguns actores clássicos, com inevitável destaque para Robert Ryan, intérprete de um herói (ou anti-herói) em luta pela sua própria dignidade. Recorde-se que, em 1965, Wise assinaria um dos mais populares dramas musicais de sempre: “Música no Coração”.
Ainda em DVD, “Billie Holiday – The Ultimate Collection” é uma excelente antologia para redescobrirmos uma diva do jazz — com muitas actuações em televisão e também alguns registos provenientes da rádio.
A animação digital dos estúdios Pixar está de volta com “Up/Altamente”, na mesma semana em que estreia o drama alemão “Nunca É Tarde Demais para Amar”. João Lopes comenta as estreias, destacando também alguns lançamentos em DVD, incluindo o clássico “Nobreza de Campeão”, de Robert Wise.
SIC
Em “Up/Altamente”, o herói é um simpático velhinho cuja casa voa... com balões! É mais uma aventura com a chancela dos estúdios Pixar, apostando na conjugação dos desenhos animados com as três dimensões. A realização é de Pete Docter que, em 2001, já tinha assinado a longa-metragem “Monstros & Cª.”.
Revelação inesperada no Verão cinematográfico é “Nunca É Tarde Demais para Amar”, produção alemã realizada por Andreas Dresen. Trata-se de um melodrama sobre um triângulo amoroso (um casal e um outro homem por quem a mulher se apaixona) em que as personagens principais têm todas mais de 60 ou mesmo de 70 anos.
No DVD, surgiu “Um Dia de Cada Vez”, uma produção de 2008 que volta a ilustrar o olhar realista do cineasta Mike Leigh. Desta vez, a partir do dia a dia de uma professora primária, Leigh faz um filme que não é alheio a algumas regras do género cómico. Destaque para Sally Hawkins, no papel principal.
Entretanto, continua a crescer a zona de clássicos em DVD. Desta vez, podemos redescobrir uma obra produzida em 1949, abordando, em tom de filme negro, os bastidores do mundo do boxe. Chama-se no original “The Set-Up”, tem assinatura de Robert Wise e o título português “Nobreza de Campeão”. Para além da metódica análise de um universo marcado por muitas formas de manipulação, este é também um exemplo das qualidades de alguns actores clássicos, com inevitável destaque para Robert Ryan, intérprete de um herói (ou anti-herói) em luta pela sua própria dignidade. Recorde-se que, em 1965, Wise assinaria um dos mais populares dramas musicais de sempre: “Música no Coração”.
Ainda em DVD, “Billie Holiday – The Ultimate Collection” é uma excelente antologia para redescobrirmos uma diva do jazz — com muitas actuações em televisão e também alguns registos provenientes da rádio.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
"O Feiticeiro de Oz" estreou-se há 70 anos
O filme "O Feiticeiro de Oz", jornada da pequena Dorothy no mundo fantástico de OZ, estreou-se há 70 anos nos Estados Unidos, a 12 de Agosto de 1939, mas em Portugal a exibição só aconteceu em 1940.
Com Judy Garland no papel principal, o filme estreou-se em Oconomowoc, pequena cidade do estado de Wisconsin, e dois dias depois era exibido em Nova Iorque, mas a estreia comercial no circuito cinematográfico dos Estados Unidos só aconteceu a 25 de Agosto.
Na altura, a receita de bilheteira quase não chegou para cobrir os custos de produção e distribuição do filme, que rodou os dois milhões de euros.
Em Portugal "O Feiticeiro de Oz" estreou a 13 de Dezembro de 1940, no antigo cinema Éden, em Lisboa, e mesmo assim o atraso não foi grande, comparando por exemplo com Espanha, onde o filme só chegou em 1945 e com França, que assistiu à estreia em 1946, já depois da Segunda Guerra Mundial.
Inspirado numa história infantil do escritor norte-americano L. Frank Baum, o filme de Victor Fleming foi, à época, um prodígio do Technicolor que provou que o cinema de fantasia para crianças poderia ter sucesso, poucos anos depois da animação "Branca de Neve e os sete anões", da Disney.
"O Feiticeiro de Oz" segue a história de uma adolescente, Dorothy, que deseja conhecer mais do que o pequeno mundo rural do Kansas.
O desejo concretiza-se quando, num inesperado tornado, é levada para um mundo garrido e mágico, onde habitam fadas, bruxas e os pequenos Munchkins.
É pela estrada dos tijolos amarelos que Dorothy segue na companhia de um leão que quer ser valente, de um homem de lata que deseja ter um coração e de um espantalho que ambiciona ser como gente de carne e osso.
Como em todas as histórias, há sempre um vilão e n"O feiticeiro de Oz" o papel coube a uma bruxa, que tenta roubar os mágicos sapatos vermelhos de Dorothy e impedi-la de conhecer o mago que a levará a casa.
Judy Garland tinha 16 anos quando foi escolhida para encarnar Dorothy, apesar do papel ter sido pensado para Shirley Temple, e ficou eternamente associada às canções que interpretou no filme, entre elas "Somewhere over the rainbow", que valeram dos Óscares de melhor banda sonora e canção original.
Estreado poucas semanas antes da segunda Guerra Mundial, o filme representou uma ideia de cinema como um momento mágico, de mundos irrepetíveis, e que praticamente não teve continuidade nos anos seguintes, com excepção, por exemplo, de "Mary Poppins" (1964).
Setenta anos depois, o filme está entre os mais exibidos na televisão norte-americana e um dos melhores de fantasia, segundo o Instituto do Cinema dos Estados Unidos.
Lusa
Com Judy Garland no papel principal, o filme estreou-se em Oconomowoc, pequena cidade do estado de Wisconsin, e dois dias depois era exibido em Nova Iorque, mas a estreia comercial no circuito cinematográfico dos Estados Unidos só aconteceu a 25 de Agosto.
Na altura, a receita de bilheteira quase não chegou para cobrir os custos de produção e distribuição do filme, que rodou os dois milhões de euros.
Em Portugal "O Feiticeiro de Oz" estreou a 13 de Dezembro de 1940, no antigo cinema Éden, em Lisboa, e mesmo assim o atraso não foi grande, comparando por exemplo com Espanha, onde o filme só chegou em 1945 e com França, que assistiu à estreia em 1946, já depois da Segunda Guerra Mundial.
Inspirado numa história infantil do escritor norte-americano L. Frank Baum, o filme de Victor Fleming foi, à época, um prodígio do Technicolor que provou que o cinema de fantasia para crianças poderia ter sucesso, poucos anos depois da animação "Branca de Neve e os sete anões", da Disney.
"O Feiticeiro de Oz" segue a história de uma adolescente, Dorothy, que deseja conhecer mais do que o pequeno mundo rural do Kansas.
O desejo concretiza-se quando, num inesperado tornado, é levada para um mundo garrido e mágico, onde habitam fadas, bruxas e os pequenos Munchkins.
É pela estrada dos tijolos amarelos que Dorothy segue na companhia de um leão que quer ser valente, de um homem de lata que deseja ter um coração e de um espantalho que ambiciona ser como gente de carne e osso.
Como em todas as histórias, há sempre um vilão e n"O feiticeiro de Oz" o papel coube a uma bruxa, que tenta roubar os mágicos sapatos vermelhos de Dorothy e impedi-la de conhecer o mago que a levará a casa.
Judy Garland tinha 16 anos quando foi escolhida para encarnar Dorothy, apesar do papel ter sido pensado para Shirley Temple, e ficou eternamente associada às canções que interpretou no filme, entre elas "Somewhere over the rainbow", que valeram dos Óscares de melhor banda sonora e canção original.
Estreado poucas semanas antes da segunda Guerra Mundial, o filme representou uma ideia de cinema como um momento mágico, de mundos irrepetíveis, e que praticamente não teve continuidade nos anos seguintes, com excepção, por exemplo, de "Mary Poppins" (1964).
Setenta anos depois, o filme está entre os mais exibidos na televisão norte-americana e um dos melhores de fantasia, segundo o Instituto do Cinema dos Estados Unidos.
Lusa
terça-feira, 11 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Morreu o argumentista e realizador John Hughes
O realizador e argumentista norte-americano John Hughes, autor das histórias de filmes como "Sozinho em casa", "Beethoven" e "Pretty in Pink", morreu na quinta-feira, em Nova Iorque, aos 59 anos. O autor sofreu um ataque cardíaco quando passeava em Manhattan.
John Hughes foi responsável por muitos dos êxitos do cinema norte-americano dos anos 1980, sobretudo comédias direccionadas para o público adolescente, como "Sixteen Candles" (1984), "The Breakfest Club" (1985).
Realizou "O rei dos gazeteiros" (1986), protagonizado por Matthew Broderick, e escreveu o argumento da série "Sozinho em casa".
"Encontro em Manhattan", de Wayne Wang, com Jennifer Lopez e Ralph Fiennes, estreado em 2002, tem também argumento de John Hughes.
"O professor distraído" (1997), com Robin Williams, "101 Dálmatas" (1996) e "Reach the rock" (1998) também tiveram argumento de John Hughes, que começou a carreira profissional no jornalismo, passou pela publicidade, para depois se dedicar ao guionismo de cinema.
Lusa
John Hughes foi responsável por muitos dos êxitos do cinema norte-americano dos anos 1980, sobretudo comédias direccionadas para o público adolescente, como "Sixteen Candles" (1984), "The Breakfest Club" (1985).
Realizou "O rei dos gazeteiros" (1986), protagonizado por Matthew Broderick, e escreveu o argumento da série "Sozinho em casa".
"Encontro em Manhattan", de Wayne Wang, com Jennifer Lopez e Ralph Fiennes, estreado em 2002, tem também argumento de John Hughes.
"O professor distraído" (1997), com Robin Williams, "101 Dálmatas" (1996) e "Reach the rock" (1998) também tiveram argumento de John Hughes, que começou a carreira profissional no jornalismo, passou pela publicidade, para depois se dedicar ao guionismo de cinema.
Lusa
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Cartaz, 6 de Agosto de 2009
Johnny Depp recria personagem de John Dillinger
O realizador Michael Mann está de volta com "Inimigos Públicos", um filme de gangsters evocando os tempos conturbados de John Dillinger. João Lopes comenta as novidades, destacando na área do DVD o lançamento de "A Janela em Frente" e "O Leitor", e ainda uma antologia de concertos de Barbra Streisand.
SIC
O filme de gangsters reaparece na paisagem do grande cinema americano. Desta vez, é Michael Mann (realizador de sucessos como "Colateral" e "Miami Vice") que volta a encenar a época de John Dillinger, figura que marcou a vida política e também o imaginário americano no começo dos anos 30, altura da criação do FBI. Johnny Depp é o intérprete de Dillinger, num elenco que inclui, entre outros, os nomes de Marion Cotillard e Christian Bale.
No DVD, o primeiro destaque vai para um melodrama italiano: "A Janela em Frente", de Ferzan Ozpetek, uma história contemporânea cruzada com as memórias do Holocausto. É um bom exemplo de uma tradição dramática que persiste, com Giovanna Mezzogiorno e Massimo Girotti nos papéis principais.
Também tendo a ver com memórias do Holocausto, surge agora em DVD "O Leitor", uma realização de Stephen Daldry que adapta o "best-seller" internacional de Bernhard Schlink. No seu centro, está a personagem de uma mulher que vive um doloroso processo de revisitação do seu passado, ao mesmo tempo ajudando-nos a perceber alguns aspectos perturbantes da história da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. O filme valeu o Óscar de melhor actriz a Kate Winslet. A edição é especialmente diversificada, incluindo um "making of" e uma entrevista com David Hare, responsável pela adaptação cinematográfica do romance de Schlink.
Entretanto, surgiu no mercado um DVD com três discos, revisitando as canções de Barbra Streisand. Nele se evocam dois concertos, um de 2006, outro de 1994. Há ainda um "making of" dedicado à produção do disco intitulado "The Broadway Album".
O realizador Michael Mann está de volta com "Inimigos Públicos", um filme de gangsters evocando os tempos conturbados de John Dillinger. João Lopes comenta as novidades, destacando na área do DVD o lançamento de "A Janela em Frente" e "O Leitor", e ainda uma antologia de concertos de Barbra Streisand.
SIC
O filme de gangsters reaparece na paisagem do grande cinema americano. Desta vez, é Michael Mann (realizador de sucessos como "Colateral" e "Miami Vice") que volta a encenar a época de John Dillinger, figura que marcou a vida política e também o imaginário americano no começo dos anos 30, altura da criação do FBI. Johnny Depp é o intérprete de Dillinger, num elenco que inclui, entre outros, os nomes de Marion Cotillard e Christian Bale.
No DVD, o primeiro destaque vai para um melodrama italiano: "A Janela em Frente", de Ferzan Ozpetek, uma história contemporânea cruzada com as memórias do Holocausto. É um bom exemplo de uma tradição dramática que persiste, com Giovanna Mezzogiorno e Massimo Girotti nos papéis principais.
Também tendo a ver com memórias do Holocausto, surge agora em DVD "O Leitor", uma realização de Stephen Daldry que adapta o "best-seller" internacional de Bernhard Schlink. No seu centro, está a personagem de uma mulher que vive um doloroso processo de revisitação do seu passado, ao mesmo tempo ajudando-nos a perceber alguns aspectos perturbantes da história da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. O filme valeu o Óscar de melhor actriz a Kate Winslet. A edição é especialmente diversificada, incluindo um "making of" e uma entrevista com David Hare, responsável pela adaptação cinematográfica do romance de Schlink.
Entretanto, surgiu no mercado um DVD com três discos, revisitando as canções de Barbra Streisand. Nele se evocam dois concertos, um de 2006, outro de 1994. Há ainda um "making of" dedicado à produção do disco intitulado "The Broadway Album".
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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